sexta-feira, 9 de junho de 2017

Contradição

Eu te dei o link deste blog... Foi como te dar a chave do meu diário.
O gesto foi para expressar confiança, mas não sei se ficaria mais tranquila se você o lesse ou se desistisse de ler por respeito a minha intimidade. Engraçado como esses sentimentos se misturam. Querer que alguém leia sua mente, e ter medo que ela possa - de fato -  ler... 
É terrível o medo de ser pesada demais, profunda demais, imperfeita demais. É terrível o medo de mostrar quem sou, porque não tenho nada além disso para oferecer se isso for insuficiente. Sou quem eu sou.
É reconfortante pensar na graça nessas horas, porque - afinal - ela pressupõe nossa insuficiência para ser eficaz. É bom ser "pequena demais", "frágil demais", porque aí eu sou cuidada por Ele... É como se eu pudesse me sentar em seu colo de Pai, e dormisse ali, sabendo que Sua força me levará para a cama quentinha na hora certa. Por outro lado, é como se eu fosse confrontada com a ideia de ser criança a vida toda diante Dele: nenhuma criança quer isso, mas um adulto ficaria grato se pudesse ser. Nesse sentido, quero ser adulta o suficiente para querer.
Você me confundiu há um tempo atrás... Achei que você estivesse acelerando as coisas, mas continua firme nesse ritmo bem "slow". Tirando a insegurança que bateu a princípio, achei bom. Deus está me apurando esses dias, sacudindo alguns pecados empoeirados... É sempre positivo quando isso acontece, mas quanto menos pessoas envolvidas, melhor, afinal, é tão bom quanto ruim essa sensação. Exposição e vergonha se misturam com o sentimento de evolução e honra. Acho que com Deus é sempre assim. Um dia eu te conto...

... Um dia.

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