quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sobre gostar de si

Durante a minha vida precisei de inúmeras lições sobre amor próprio. Às vezes, acho que ainda preciso, ou, ao menos, necessito retomar alguns pontos...
Eu não sei em que momento eu acreditei em um monte de mentiras. Eu não sei por quais razões eu me perdi de mim. Mas, felizmente, eu me encontrei e não quero me perder de novo.
Por muitos anos eu gostei de quem não gostava de mim... Acho que tinha um pouco a ver com convencer as pessoas sobre o meu valor. Eu queria muito convencê-las. Ou talvez, eu apenas queria me convencer... Se elas me confirmassem que eu tinha valor, então eu acreditaria nelas e em mim mesma.
Eu não gostava de quem gostava de mim. Estranho é que por mais amigas e sinceras que elas fossem, o amor dessas pessoas não me convencia de coisa alguma, não preenchia o vazio, não valia a pena. Quanto arrependimento! Quanto amor jogado no lixo... É porque, no fundo, ainda que todos que importam me amassem muito, eu sempre iria querer o amor de todo o resto do mundo. Eu sempre iria querer apagar os muitos "nãos", reverter qualquer rejeição... Eu passei a vida tentando agradar a gregos e troianos.
Gostar de quem não gosta da gente é vaidade. É querer o que não se tem, pra dizer que tem, que conseguiu. É uma maneira de tentar ser invencível, irresistível, imortal. Mas a gente esquece que é apenas humano... A gente vai ser rejeitado, ser vencido. A gente vai morrer um dia, e não vale a pena correr atrás do vento.
Hoje eu to querendo andar na contramão do mundo, mas a favor do vento... Eu não sei de onde ele vem, nem pra onde vai, mas eu quero essa leveza de "ser".
Gostar de quem gosta da gente é não precisar provar nada pra ninguém, nem ter que se convencer de nada, pois já existe a certeza de quem se é e do que merece na vida. Gostar de quem gosta da gente é aceitar o amor que Deus nos traz, é parar de se ferir todos os dias e aceitar a cura que chega de graça.
E se por algum motivo, o amor tiver desistido da gente, então é aceitar que o maior Amor de todos continua disponível todos os dias para si, e além de ser de graça, é eterno.

Dia do amigo

Amigos


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências... 
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. 
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar. 
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. 
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure. 
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! 
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam - ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicius de Moraes 

domingo, 17 de julho de 2016

Nada em mim é superficial... Então, eu preciso escrever.

Minha última postagem nesse blog foi em 2013, porém antes disso também pareço ter dado uma "sumida" por um ou dois anos, já que comecei o blog no início de 2010. Diante disso, posso notar que - ao menos com relação aos meus blogs - eu não sou nem um pouco constante.

Li os posts antigos e pude rir um pouco com minha forma de escrever e me expor na internet. Eu era apenas uma adolescente, mesmo já estando na universidade... As coisas mudaram tanto de lá pra cá!
Mas eu fiquei feliz em lembrar de como Deus falava comigo, e quanta coisa Ele me ensinou em tão pouco tempo. A sede não era decisão minha, apenas. Ela me consumia de dentro pra fora.

Deus não me abandonou, eu não o deixei. Estamos caminhando lado a lado, como noivo e noiva à espera do grande dia... Após a paixão fulminante, devotamos um ao outro um amor singelo e constante, embora com algumas crises rsrsrs Mas eu não me arrependo, estou indo até o fim com Ele.

Tenho sentido a necessidade de escrever... 
Eu ficaria feliz se conseguisse fazer isso num caderninho, respeitando minha forma "Old School" de ser, mas eu não tenho mais tanta facilidade em usar lápis e papel por 'n' motivos.
Eu não quero mil pessoas lendo meus pensamentos em redes sociais... Tampouco queria esconder de quem é significativo e se interessa por mim. Achei um blog uma alternativa "meio termo", e resolvi repaginar esse aqui e utilizá-lo para falar sobre qualquer coisa que eu queira. 
Sendo assim, escolhi o nome PARLATÓRIO apropriado, já que minha intenção é apenas redigir algo informal, agradável, sem assunto específico... rsrs Cristo está aqui, Ele ainda é meu assunto favorito, mas aprendi que Ele se interessa por mim tanto quanto eu posso algum dia chegar a me interessar pelo Seu Reino. E eu gosto de tanta coisa! Eu sinto tantas coisas! Nada em mim é superficial...

Então, eu preciso escrever... Eu preciso ser como Aquele que é digno de honra me criou: Complexa, profunda, mas muito, muito bela.
Espero que quem chegue a ler minhas palavras, possa se emocionar e encantar, se alimentar de uma beleza que eu também busco absorver em todo o tempo.
Não prometo ser constante, mas pretendo ser verdadeira.

Grande abraço